Cartola
Mais que um cantor, a Cartola o título merecido de maior sambista do Brasil.
Envolvido num contexto boêmio vivido no morro da Mangueira por volta dos anos 20, Cartola foi um dos fundadores indiretos da Estação Primeira de Mangueira, cujo escola de Samba é uma das mais premiadas nos carnavais do Rio de Janeiro.
Cartola nasceu em uma família de músicos e logo cedo aprendeu a tocar violino e violão. Como não poderia ser diferente, o cantor se tornou um dos mais belos compositores da música popular brasileira. Seus sambas boêmios, feitos para serem ouvidos em bares pela juventude da zona sul do Rio de Janeiro , ultrapassaram décadas, conseguindo se renovar até os dias de hoje, depois de ter se passado quase cem anos.
Desaparecimento
Depois de ter feito sambas, amigos sambistas na Mangueira e ter ganhado força no cenário musical do País, Cartola acabou desaparecendo da mídia. O motivo foi a morte de sua esposa Deolinda, e também de uma suposta doença que o cantor poderia ter contraído.
A volta do boêmio
Mas o samba ainda não merecia perder seu maior mestre, por isso em 1956 o jornalista Sérgio Porto desvendou o mistério e encontrou Cartola trabalhando como lavador de carros em Ipanema. O repórter foi essencial nessa volta do cantor, que logo decidiu compor novos sambas e se apresentar nos programas de rádio da época.
Com os anos mais avançados, Cartola se torna mais reconhecido pelo público e por cantores da época. Em 74, o cantor gravou seu primeiro disco solo, e tendo nele as músicas As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria", o resultado não poderia ser diferente, A MÚSICA BRASILEIRA ACABAVA DE REENCONTRAR UM DE SEUS MELHORES INTÉRPRETES.
Cartola
(Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980)
O mundo é um moinho
As rosas não falam
A sorrir

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