domingo, 16 de dezembro de 2012

Coisas da nossa terra

Petrúcio Amorim/ Divulgação Site


As comemorações ao centenário de Luiz Gonzaga, das quais eu pude participar intensamente, foram maravilhosas no Recife. Nesta publicação vou deixar Luiz Gonzaga um pouco de lado, para falar de cantores que fizeram dessa festa perfeita. Em especial para quem cantou e me encantou ontem. Apesar de conhecê-lo a longas datas e até mesmo pessoalmente, nunca parei para pensar o que seria do forró pé-de-serra sem Petrúcio Amorim, e talvez não seja necessário pensar, apenas devemos contemplar o encanto que é escutá-lo interpretando as músicas da nossa terra, desse nosso nordeste querido. Do baião, coração!

Aliás, eu preciso realmente é contemplar o forró, não o de hoje, mas o de antes. Aquele que representa uma época de tecnologia tardia e de felicidade duradoura. "Noites na roça sentados ouvindo alguém na viola. De lado um forno de carvão, do outro as crianças brincando e se escondendo por entre as árvores, ou pela ruela ainda longe de conhecer calçamentos". É assim que imagino o sertão que eu não conheci, e a época que eu não vivi, porém parece que já está no sangue de todo nordestino, e mais ainda no meu,  que venho de uma cidade pequena, escondida na divisa entre Pernambuco e Alagoas, esse amor todo pelo ritmo. 

Mas voltando ao assunto, Petrúcio Amorim, envolvido com a música desde o final da época de 70 e com 12 discos gravados, faz parte de um time que eterniza e difundi o forró pelo mundo. Elba, Alceu, Mastruz com Leite, Magníficos, Silvério Pessoa, Genivaldo Lacerda são outros integrantes da equipe forrozeira.

Entre os sucessos de Petrúcio, estão: Confidências, Devagar, Lembranças, Anjo querubim, Estrela cadente, Senão eu choro, Meu ex-amor, Foi bom te amar, Menino de rua, Não chora não chora não, Nem olhou pra mim, Cidade grande, Tareco e mariola, Filho do dono, Meu cenário, Chorar pra quê, Meninos do Sertão, Dois rubis, Quando o coração quer.

Puxando a sardinha para minha favorita, Anjo Querubim é a carta na manga do cantor quando precisa ouvir a interação do público no show. É nessa música que o coral feito pela plateia se torna mais forte. É notável a familiaridade que as pessoas possuem com essa música, que é trilha sonora de muito amor que não deu certo. VIVA AO FORRÓ!

Meu baião, coração,
Arranca essa dor do meu peito, pra eu não chorar
Meu baião, coração,
Arranca essa dor do meu peito, pra eu não chorar...