quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Os bons meninos de hoje eram os rebeldes da outra estação




‘A melhor banda de todos os tempos de sucessos do passado’ só poderia ter levado ao delírio o público do Polo Marco Zero, neste carnaval 2013, no Recife. Com trinta anos de carreira e sucessos como epitáfio, flores, enquanto houver sol, sonífera ilha, pra dizer adeus, Marvin, porque eu sei que é amor e homem primata, a banda titãs, formada em 1982, é considerada uma das quatro maiores bandas de rock do Brasil.

O conjunto começou com uma formação que contava com sete integrantes. Eram eles:  Paulo Miklos, Tony Belotto, Branco Mello, Sérgio Britto Charles Gavin, Arnaldo Antunes,  Marcelo Fromer e Nando Reis . Atualmente, e com trinta anos de carreira, a banda titãs conta apenas com os quatro primeiros músicos.

O primeiro álbum da banda, lançado em 1984, já contou com um grande sucesso. Sonífera ilha foi a música mais tocada nas rádios brasileiras, rendendo a banda diversas apresentações em programas televisivos.

Mas como nem tudo são ‘flores’, em novembro de 1985, Tony Bellotto e Arnaldo Antunes foram presos (o primeiro por porte e o segundo por porte e tráfico de heroína). Bellotto foi libertado sob fiança. Arnaldo Antunes, por sua vez, permaneceu atrás das grades por mais tempo, sendo libertado após um mês. O episódio teve um grande impacto na banda. Ofertas de shows escassearam e os Titãs perderam sua aura de "inocência" diante da mídia.

Após uma pausa durante esses acontecimentos, os Titãs decidiram entrar novamente em estúdio. Dessa vez, e já em 1987, o conjunto conseguiu estar novamente no centro das atenções.  Sempre com críticas ao sistema político e social brasileiro, eles lançaram o 4° disco intitulado 'Jesus não tem dentes no país dos banguelas'. Dentre as faixas, destacam-se as músicas Diversão, Corações e mentes e Comida,  Lugar Nenhum, Nome aos Bois e Desordem.

O mau tempo voltou a atuar sobre a banda e o fracasso do disco "Tudo ao Mesmo Tempo Agora" fez com que  Arnaldo Antunes saísse do grupo e se dedicasse a carreira solo.

Mesmo assim, os outros integrantes não desistiram. Em 1995, o lançamento do disco 'Domingo' trouxe uma fase nova para os Titãs. Daí para frente a resposta do sucesso são sempre os shows lotados e o coro do público veterano e novato nas músicas que marcaram e ainda marcam toda uma geração.

"O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar..."

domingo, 16 de dezembro de 2012

Coisas da nossa terra

Petrúcio Amorim/ Divulgação Site


As comemorações ao centenário de Luiz Gonzaga, das quais eu pude participar intensamente, foram maravilhosas no Recife. Nesta publicação vou deixar Luiz Gonzaga um pouco de lado, para falar de cantores que fizeram dessa festa perfeita. Em especial para quem cantou e me encantou ontem. Apesar de conhecê-lo a longas datas e até mesmo pessoalmente, nunca parei para pensar o que seria do forró pé-de-serra sem Petrúcio Amorim, e talvez não seja necessário pensar, apenas devemos contemplar o encanto que é escutá-lo interpretando as músicas da nossa terra, desse nosso nordeste querido. Do baião, coração!

Aliás, eu preciso realmente é contemplar o forró, não o de hoje, mas o de antes. Aquele que representa uma época de tecnologia tardia e de felicidade duradoura. "Noites na roça sentados ouvindo alguém na viola. De lado um forno de carvão, do outro as crianças brincando e se escondendo por entre as árvores, ou pela ruela ainda longe de conhecer calçamentos". É assim que imagino o sertão que eu não conheci, e a época que eu não vivi, porém parece que já está no sangue de todo nordestino, e mais ainda no meu,  que venho de uma cidade pequena, escondida na divisa entre Pernambuco e Alagoas, esse amor todo pelo ritmo. 

Mas voltando ao assunto, Petrúcio Amorim, envolvido com a música desde o final da época de 70 e com 12 discos gravados, faz parte de um time que eterniza e difundi o forró pelo mundo. Elba, Alceu, Mastruz com Leite, Magníficos, Silvério Pessoa, Genivaldo Lacerda são outros integrantes da equipe forrozeira.

Entre os sucessos de Petrúcio, estão: Confidências, Devagar, Lembranças, Anjo querubim, Estrela cadente, Senão eu choro, Meu ex-amor, Foi bom te amar, Menino de rua, Não chora não chora não, Nem olhou pra mim, Cidade grande, Tareco e mariola, Filho do dono, Meu cenário, Chorar pra quê, Meninos do Sertão, Dois rubis, Quando o coração quer.

Puxando a sardinha para minha favorita, Anjo Querubim é a carta na manga do cantor quando precisa ouvir a interação do público no show. É nessa música que o coral feito pela plateia se torna mais forte. É notável a familiaridade que as pessoas possuem com essa música, que é trilha sonora de muito amor que não deu certo. VIVA AO FORRÓ!

Meu baião, coração,
Arranca essa dor do meu peito, pra eu não chorar
Meu baião, coração,
Arranca essa dor do meu peito, pra eu não chorar...



domingo, 9 de dezembro de 2012

“Teu canto é a promessa de um ano chovedor”


Luiz Gonzaga (Divulgação)
Na semana em que completaria cem anos, Luiz Gonzaga (1912 - 1989) é homenageado em todas as partes do País. Mas a chuva no nordeste, problema que cantou ao mundo, vive seu período de maior escassez.

As dificuldades desde a infância, realidade de todo sertanejo a peleja por água para sobreviver à sombra da plantação e do gado, não intimidou o filho de seu Jenuário e dona Santana a se aproximar da música. Pelo contrário, Luiz Gonzaga mostrou ao mundo os problemas vividos na terra árida do sertão brasileiro.

Num cenário de sol intenso e nos intervalos de trabalho árduo na roça, ele aprendia com o pai a tocar acordeon, e foi assim que seu talento surgiu nos bailes, forrós e feiras de Exú, cidade de Gonzaga, que nem mesmo às margens do Rio Brígida demonstrava piedade pelo povo sofrido.

A dor de um amor proibido entre um simples sertanejo e a filha de um coronel, que daria um belo roteiro de novela para o autor chileno Arturo Moya Grau, foi decisiva na saída de Gonzaga do seu berço amado. Ele deixou Exu e migrou no exército cearense quando se apaixonou por Nazarena, mas não foi aceito pelo pai da moça.

Passados oito anos no exército cearense, o cantor se mudou para o Rio de Janeiro decidido a se dedicar a música. Enquanto vestia paletó e gravata nas apresentações e cantava normalidades, Luiz Gonzaga não fazia diferença entre outros calouros em busca do sucesso. Mas em 1941, ele cantou uma música de sua autoria – Vira e Mexe - com a temática regional do nordeste no programa de rádio de Ary Barroso. O resultado lhe rendeu um contrato com uma gravadora da época.

Em 1945, Luiz Gonzaga gravou sua primeira música como cantor: “Dança Mariquinha”, em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira. No Ano seguinte ele voltou a Exu, desde que tinha saído da terra natal, Luiz não falava com ninguém da família. 

Vestido de vaqueiro, e com mais de duzentas músicas gravadas, ele foi o artista que mais vendeu discos de 1946 a 1955. Suas obras sobre carências e histórias do nordeste são conhecidas até os dias de hoje, depois de ter passado quase vinte e quatro anos sem Gonzagão. 

 Entre os sucessos, estão: "Vozes da Seca", "Algodão", "A Dança da Moda", "ABC do Sertão", "Derramaro o Gai", "A Letra I", "Imbalança", "A Volta da Asa Branca", "Cintura Fina", "O Xote das Meninas", "Juazeiro", "Paraíba", "Mangaratiba", "Baião de Dois", "No Meu Pé de Serra", "Assum Preto", "Légua Tirana", "Qui Nem Jiló".

Mesmo depois da morte de Gonzaga e de suas preces por um olhar sobre o sertão, a região continua igual. O país todo se desenvolveu, menos essa parte apagada do Brasil. Até as obras da transposição do Rio São Francisco - esperança de água para os nordestinos - parece que foi esquecida pelos governantes. Esse povo, desde a época de gonzaga, só tem uma saída: Perguntar a Deus, por que tanta judiação.

Oh chuva! Peço que caia devagar, e só molhe esse povo de alegria. 

domingo, 18 de novembro de 2012

As coisas não precisam de você, quem disse que eu tinha que precisar


Volta e meia eu falo de Kid Abelha, talvez seja porque são as letras que mais chegam perto do contexto dos amores normais. Já chega de música utópica, de amor utópico. Aliás, será que o amor existe de fato? Ultimamente estou achando que o amor é apenas um estado de espírito e uma questão de ser, e EVITAR é o melhor remédio.

Falando nas músicas, achei meu pendriv da época de 2007. De cara, encontro Virgem de Kid Abelha*, nunca soube porque o título da música era esse, até porque não tem nada a ver com a letra, mas a música é realmente uma das mais lindas da banda. Ela simplesmente quer dizer que nós não precisamos de ninguém, e que a vida e o mundo continua funcionando normalmente sem a pessoa amada.

ERRATA: Com reclamações de uma das pessoas mais conhecedoras de MPB que eu já vi, Ísis Limão, a música é de autoria de Marina Lima.



As coisas não precisam de você
Quem disse que eu tinha   que precisar
As luzes brilham no Vidigal
E não precisam de você
Os dois irmãos também não precisam
O hotel Marina quando acende
Não é por nós dois
Nem lembra o nosso amor
Os inocentes do Leblon
Esses nem sabem de você
E o farol da ilha procura agora
Por outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas




sábado, 27 de outubro de 2012

Queixo-me as rosas, mas que bobagem...

Cartola




Mais que um cantor, a Cartola o título merecido de maior sambista do Brasil.

Envolvido num contexto boêmio vivido no morro da Mangueira por volta dos anos 20, Cartola foi um dos fundadores indiretos da Estação Primeira de Mangueira, cujo escola de Samba é uma das mais premiadas nos carnavais do Rio de Janeiro.

Cartola nasceu em uma família de músicos e logo cedo aprendeu a tocar violino e violão. Como não poderia ser diferente, o cantor se tornou um dos mais belos compositores da música popular brasileira. Seus sambas boêmios, feitos para serem ouvidos em bares pela juventude da zona sul do Rio de Janeiro , ultrapassaram décadas, conseguindo se renovar até os dias de hoje, depois de ter se passado quase cem anos.

Desaparecimento

Depois de ter feito sambas, amigos sambistas na Mangueira e ter ganhado força no cenário musical do País, Cartola acabou desaparecendo da mídia. O motivo foi a morte de sua esposa Deolinda, e também de uma suposta doença que o cantor poderia ter contraído.

A volta do boêmio

Mas o samba ainda não merecia perder seu maior mestre, por isso em 1956 o jornalista Sérgio Porto desvendou o mistério e encontrou Cartola trabalhando como lavador de carros em Ipanema. O repórter foi essencial nessa volta do cantor, que logo decidiu compor novos sambas e se apresentar nos programas de rádio da época.

Com os anos mais avançados, Cartola se torna mais reconhecido pelo público e por cantores da época. Em 74, o cantor gravou seu primeiro disco solo, e tendo nele as músicas As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria", o resultado não poderia ser diferente, A MÚSICA BRASILEIRA ACABAVA DE REENCONTRAR UM DE SEUS MELHORES INTÉRPRETES.

Cartola 
(Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980)

O mundo é um moinho

As rosas não falam

A sorrir


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Se um dia eu pudesse ver...

Capital Inicial


Há exatamente 30 anos nascia o que viria a ser  um dos maiores sucessos do rock nacional. Capital Inicial, formada por Dinho Ouro Preto, Flávio Lemos, Fé Lemos e Yves Passarell, faz parte do cenário musical brasileiro influenciado por um estilo punk rock. .

O primeiro disco do conjunto, intitulado de Leve desespero, surgiu em 1985. No ano seguinte, a banda estorou com as canções Fátima e Música urbana. Ainda em 86, a Polícia Federal censurou a música Veraneio Vascaína, sem explicar a razão do impedimento.

Para consagrar a banda, em 1987 foi lançado o vinil independência, considerado um dos maiores trabalhos do Capital. Até a década de 90 a banda conseguiu alcançar boas vendas e sucesso, mas depois desse ano o marasmo invadiu o conjunto formado pelos roqueiros.

Entre autos e baixos, e já com um fim pré-anunciado, a banda decide lançar Capital Inicial acústico MTV. O disco reergueu a banda, que de volta, se aproximou da grande mídia.

Sempre se reiventando e com muito tempo de estrada, Capital Inical tem sucessos como: À sua maneira, Atrás dos olhos, Chuva, Rosas e vinho tinto, Primeiros erros, entre outras.

A música mais tocada da banda nunca deixou de ser Primeiros erros: "Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro, não iria parar de chover os primeiros erros..."
Primeiros erros
À sua maneira
Depois da meia noite

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Por entre bailes da vida, eis que surge Roupa Nova

Em homenagem as três fãs lindas da banda: Débora (Bia), Carol Rosalvo e Mari Fabrício




ROUPA NOVA - A GERAÇÃO ROMÂNTICA

Na década de 70, grupos de músicos encantavam as casas noturnas com seus tradicionais bailes românticos. Em alguns desses eventos, os atuais integrantes do roupa nova, e já músicos na época, acabaram se conhecendo, e decidiram, no final da década, formar a banda OS FAMKS.

O conjunto continuou a tocar nos bailes da vida, mas resolveram que para conseguir mais sucesso, eles deveriam mudar algumas coisas na banda, a começar pelo nome que passou de OS FAMKS, para Roupa Nova.

A própria nomeação Roupa Nova simboliza a mudança de um grupo que já estava na estrada, mas que precisava de inovações.

Para marcar o novo período, a banda gravou em 1981 seu primeiro LP. Do disco, logo duas canções fizeram com que a banda se consagrasse. Canção de Verão se tornou o hino da mesma estação em 80, além da música Sapato Velho, a preferida até hoje do grupo.

Desde então, Roupa Nova se tornou um fenômeno que canta para os casais apaixonados até a atualidade.

Com um pouco mais de 30 anos, a banda tem sucessos como: A cor do dinheiro, A flor da pele, Coração Pirata, Linda, A viagem, Agora sim, Amar é, Amor em silêncio, Whisky a gogo, Cristina, De volta ao começo, Do outro lado da calçada, Reacender, Lembranças, Meu universo é você, Volta pra mim, Um sonho a dois, entre tantas outras.

Deixo aqui as minhas preferidas!!!
A viagem 

Amar é 

Agora sim